sábado, 19 de outubro de 2019

# Capítulo # tinha tudo para correr mal

Tinha tudo para correr mal (55º Capítulo)

Na semana passada reparei que as pessoas ficaram ainda mais curiosas com a abertura da fantástica porta misteriosa em casa da Eduarda. Confesso que estruturei o capítulo daquela forma, para abrir caminho para a nova personagem que vai ser o narrador. Agora vai ser a altura do Artur fazer as suas descobertas e vão ao encontro das descobertas da irmã. Mas não se preocupem com a mudança de narrador, será temporário.
"Não acredito no que acabei de descobrir! Foi um acidente, e tudo começou quando o Fábio me disse que podia utilizar o computador dele para aceder ao meu e-mail. Nem era suposto o meu telemóvel ter avariado e não me deixar aceder ao e-mail. Nem deveria ser suposto o Fábio ter o seu e-mail aberto e eu ler. "Edição 42 da Agente". Do titulo ao remetente foi um instante e fiquei em choque! Eu conhecia muito bem aquele endereço de e-mail.

Bati à porta de casa da Eduarda impacientemente. E fiquei admirado de ver lá a minha irmã com cara de quem viu um fantasma. Nesse momento soube que ela sabia algo, só não sabia o que era.
- Vocês hoje decidiram tirar o dia para me visitar! Que queridos! - Exclamou a Eduarda com a sua ironia.
- Carlota, podes nos dar uns minutos... - Peço, não sei o que a minha irmã sabe, e não vou andar por ai a espalhar segredos.
- Vou lá em baixo à padaria buscar pão... - Disse a minha irmã recorrendo à desculpa mais óbvia de todos os tempos.
Assim que a porta fecha fito a Eduarda que me observa cuidadosamente.
- Acho que já sei o que escondes atrás da porta! - Digo sem rodeios.
- Isto hoje já parece um episódio do "Preço certo", toda a gente adivinha alguma coisa, sobre a porta mágica. - Diz ela - O que é que tu descobriste Sherlock?
Começo por lhe explicar como e por que motivo tinha tido acesso ao computador do Fábio e o que tinha visto. 
- Daqui a nada mais vale publicar a notícia no facebook! - Responde ela com sarcasmo. - Pois bem, mais tarde ou mais cedo vocês iam acabar por saber...
Ela aproxima-se da porta e abre-a sem a chave, percebo durante os segundos que a porta demora a abrir porque é que a minha irmã estava com uma cara estranha, ela viu o que estava por trás da misteriosa porta.
Entro na misteriosa sala, existe um uma secretária com um computador no meio da sala, um cinzeiro, várias folhas cheias de rabiscos, armários com vários livros temáticos (de certeza material de estudo), e numa das paredes, uma estante com todas as edições da revista onde a Agente é publicada.
- Eu sou a Agente! - Responde a Eduarda atrás de mim.
Isto é de loucos!!!
Como é que é possível que durante todos estes anos ela tenha escrito semana após semana crónicas de imenso sucesso em pleno secretismo? Como é que ninguém viu as semelhanças entre a minha melhor amiga e esta personagem? 
Estou a hiperventilar! Estou a pensar mais rápido do que aquilo que a minha cabeça consegue processar! Estou a entrar em colapso!
- Sherlock, respira um pouco! - Diz a Eduarda muito calmamente.
- Meu Deus Edu!!! Tu és a Agente, como é que nunca soubemos nada? - Sento-me na cadeira que está em frente à secretária.
- Porque eu não queria que vocês soubessem! Ou melhor, eu dei-vos várias pistas ao longo destes anos todos, vocês não viram porque não quiseram!
- Sabes que nem toda a gente é um crânio como tu para ler tudo nas entrelinhas! - Reclamo. - A minha irmã...
- Acabou de descobrir que o ídolo da sua adolescência e idade adulta é afinal a sua melhor amiga! Está em choque mais vai ficar bem. 
Entretanto ela já mandou uma mensagem para que a Carlota regresse a casa, mas pede-lhe que traga bolinhos... Acho que vamos ter uma conversa demorada ao lanche.

Duas chávenas de chá e vários bolinhos depois.

- Espera lá, tu disseste que ao longo destes anos nos foste dando pistas, mas não me lembro de nada! - Digo com a boca cheia. Estou tão nervoso e admirado que não consigo parar de falar.
- Por exemplo, lembram-se de quando eu tive aquele acidente de carro e o Ivo estava comigo? 
Eu e a minha irmã abanamos como duas crianças bem comportadas e confusas.
- Ele perguntou-me o que eu fazia, e eu respondi "Agente", nunca vos menti, mas a verdade é que não vos queria dizer a verdade. Quando o Ivo começou a fazer mais perguntas a minha opção foi bater "acidentalmente" - ela fez mesmo as aspas com as mãos no ar - no carro da frente.
- O quê??? - Quase que grito. Tenho bem noção que neste momento pareço uma bicha assustada e que estou a corresponder a todos os estereótipos malvados que fazem sobre os gays.
- Oh meu Deus! - Diz a minha irmã levantando-se. - Edu, tu és super rica! 
- Só porque bateu com o carro? - Pergunto ainda mais confuso.
- Não... - A minha irmã sorri. - Não se lembram do que o Dinis disse no outro dia? Que a Agente era uma das pessoas que mais ganhava na revista e que nem sequer tinha que aparecer para trabalhar... Junta a isso os patrocínios, os investimentos feitos... E agora o lucro da Inspetora!
- Calma lá, sou rica sim senhora, mas gasto tudo em sapatos e bifes da Argentina. - responde a Eduarda com sarcasmo. - Mas eu não sou a Inspectora!
- Como assim não és a Inspetora? Já todos chegamos à conclusão que a Inspetora foi criada para dar dar mais relevância à Agente. 
- Pois... Bonita teoria, mas não é real! - Responde a Eduarda acendendo um cigarro. - Mas gostava de saber quem é essa Inspetora e agradecer-lhe, só fez com que eu tivesse ainda mais sucesso!
Ficamos os três pensativos a olhar uns para os outros. Agora que penso nisso faz tudo sentido. Ela nunca nos mentiu mas nunca nos disse a verdade completa. Nós é que fazíamos juízos de valor, pensávamos que por ela viver num apartamento modesto e ter um carro velho que não teria um emprego muito compensatório, mas na verdade ela é a mais rica de todos, pensávamos que sempre que ela tinha um conhecimento para um restaurante ou para um hotel que eram apenas pessoas que ela conhecia, mas eram pessoas que ela conhecia enquanto Agente.
- Como é que nunca nunca ninguém disse às revistas quem tu eras, essa informação deve valer ouro. - Pergunto.
- Primeiro porque apresento-me sempre com um nome falso, nos casos em que já recorrente eu recorrer a uma determinada fonte, essa pessoa assina um contrato de confidencialidade. - Explica a Eduarda.
Eu e a minha irmã ficamos outra vez os dois a olhar para a Eduarda atentamente, ninguém sabe o que fazer ou dizer a seguir.
- Não se preocupem, não vos vou pedir que assinem nada! - Sorri a Eduarda. - Mas vou vos pedir que guardem este segredo, pelo menos por mais uns tempos...
Acenamos com a cabeça. Acho que nenhum dos dois sabia ao certo que fazer a não ser concordar com a famosa agente!"


 1ª Parte - Eduarda
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3ª Parte - Carlota
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Gostaram das revelações? O que acham do facto da Eduarda ser a Agente?

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13 comentários:

  1. Adorei demais a história até aqui!
    www.achatadebatom.com

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  2. Estupenda información! Es un placer leerte! Feliz noche! 🌸🌸🌸

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  3. Algo me dizia que a Agente poderia ser a Eduarda. Adoro :D

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  4. Gostei de ler.
    Inicialmente eu pensei que a Eduarda seria a Agente, mas a meio da história mudei o meu palpite para a Carlota.
    Abraço e bom domingo

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  5. Muito interessante, estou a gostar e continuo a acompanhar, aproveito para desejar um bom Domingo.

    Andarilhar
    Dedais de Francisco e Idalisa
    Livros-Autografados

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  6. Sempre agradável de ler. Gosto do enredo:))

    Hoje :- Melancolia da lágrima

    Bjos
    Votos de um óptimo Domingo

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  7. adorando acompanhar essa historia! ótimo domingo

    www.tofucolorido.com.br
    www.facebook.com/blogtofucolorido

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  8. Aleluia! Finalmente este mistério está desvendado.

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