sábado, 6 de abril de 2019

# Capítulo # tinha tudo para correr mal

Tinha tudo para correr mal (30º Capítulo)

Pois bem, apesar de já ter reparado que o Rodrigo não está a fazer tanto sucesso como a Eduarda, a verdade é que os leitores até estão a dar um feedback positivo, por isso decidi continuar com este narrador pelo menos mais alguns capítulos.
Aproveito para agradecer a todas as pessoas que todas as semanas partilham comigo as suas opiniões e ideias.
"Dei três voltas ao jardim sempre a correr e tomei um banho de água fria só para me acalmar. Convidei a Joana para jantar e passar a noite aqui em casa e ela disse que não. Ao que parece ela já tinha combinado ir tomar café com a Eduarda e com a Carlota e depois iam fazer coisas de mulheres. 
Tasse bem, vou até ao café, é provável que elas estejam lá, mas o Ivo e o Artur também deve  estar, por isso, não a estou a seguir. Estou a arranjar uma maneira subtil de a ver. Apenas isso.
- Boa tarde! - Digo sentando-me entre a Carlota e a Joana.
Juro que não foi de propósito, era a única cadeira vaga.
- Olá. - Respondem todos.
- Joana, lê isto! - Diz a Carlota passando a revista que estava a ler por cima de mim para a entregar à minha ruiva.
Minha? Ela não é minha e cada vez mais tenho certeza disso. Se fosse minha queria estar comigo, certo?
- O que é? - Pergunta a Joana, sinto cheiro do seu perfume, aquele que eu lhe dei.
- O novo artigo da Agente! 
- Hum boa! - Exclama a Joana lendo. 
- Qual é o tema desta semana? - Pergunta o Artur que aparentemente também não leu este ex-libris da literatura cor-de-rosa.
Já ouvi falar desta Agente. Aliás parece que toda a gente fala dela. É aquilo que todas as mulheres adoram e invejam. As que gostam de a ler querem ser como ela, as que não querem ser como ela, leem só por inveja.
- ... todas as mulheres devem pensar por si, devem ser autónomas. Nos dias que correm, em que a violência domestica parece ser uma constante e não uma exceção é importante ensinar às meninas, às adolescentes e às mulheres no geral que devem trabalhar e ser autónomas para não procurarem no marido um patrocinador, mas sim um um parceiro... - Lê a Joana.
Não sei há quanto tempo ela está a ler. Estou a pensar nesta mulher misteriosa que há mais de três anos tem encantado ambos os sexos pela sua abertura e frontalidade. 
Tasse bem, confesso que até eu gosto de a ler.
- ... E quando menos esperamos eis que o príncipe encantado se tornou num verdadeiro cavalo. Já não existe valentia nem coragem. Não existe humanidade. Nesse momento deixamos de ser mulheres para sermos apenas mais uma peça de mobiliário de uma casa, que já não é um lar, e onde a jarra horrorosa que os nossos amigos nos deram no natal, é usada como arma de arremesso durante uma discussão. - Continua o Artur que bastante interessado nesta personagem que ninguém conhece também começou a ler alto para que todos na mesa possam ouvir.
Esta tal Agente era capaz de me dar algumas dicas para entender o que se passa comigo. De certeza que ela me vai saber dizer se Joana gosta ou não de mim, de certeza que ela teria algo muito interessante a dizer.
- Bem tenho que ir. - Digo levantando-me, mas estão todos tão focados na revista que apenas me dizem um até amanhã débil.
Antes de ir para casa passo numa papelaria e compro uma revista igual à que eles estavam a ler. Existe um e-mail para contactar diretamente a Agente, sento-me em frente do computador e escrevo. Faço várias tentativas, mas em nenhuma consigo explicar direito aquilo que sinto. Está tudo tão confuso na minha cabeça. Será que se eu fosse mais inteligente como o Ivo, ou tão frio como a Eduarda conseguira perceber o que se está a passar? Eles parecem sempre ter a certeza de tudo...
Só o som da campainha me consegue tirar deste drama. Levanto-me chateado, são onze da noite, nunca ninguém me visita e quem me visita nunca usa a campainha. Abro a porta, e o meu coração começa a bater de forma acelerada, à minha frente, linda a perfeita como sempre está a minha ruiva e segura alguma coisa atrás das costas.
- Olá! Sei que não venho a tempo do jantar, mas posso passar cá a noite? - Pergunta ela tirando de trás das costas um pequeno saco de viagem onde de certeza trás as suas coisas.
Estou a rir como um idiota. Sei isso, sei que lhe devia dizer que não. Mas não preciso de ser tão inteligente como o Ivo para saber que só o iria fazer por vingança. 
Aproximo-me dela, tiro-lhe o saco da mão e dou-lhe um beijo.
- Chegaste mesmo a tempo. 
- De quê? - Pergunta ela enquanto entra dentro de minha casa.
- De nada! - Digo sorrindo. Não lhe vou dizer mais nada, se eu não entendo, ela também não vai entender. Mas não preciso de ser inteligente para perceber que o sorriso dela é verdadeiro. "




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19 comentários:

  1. Que excelente postagem.
    Beijinhos

    www.byglamour.com

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  2. Não sei se vais desenvolver mais esta parte da Agente, mas sinto que ela é "suspeita" :p
    Gostei imenso desta parte!

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  3. Mais um maravilhoso texto :))

    Hoje|Fantasias envolventes

    Bjos
    Votos de um óptimo Domingo

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  4. Super amei a postagem
    Www.achatadebatom.com

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