sábado, 7 de setembro de 2019

# Capítulo # tinha tudo para correr mal

Tinha tudo para correr mal (49º Capítulo)

Como a semana passada, por causa do dia internacional do blog, não houve a habitual publicação do capitulo do Tinha tudo para correr mal, os nossos amigos ainda se encontram de férias no Alentejo, mas por pouco tempo... Afinal de contas as férias passam sempre a voar não é?

"- Nem acredito que as férias já estão a acabar! - Lamenta-se o Ivo enquanto trás para a mesa as espetadas que estava assar no grelhador.
- Pelo menos estas férias serviram para que tu e muitos outros aprenderem a fazer brasas. - Responde a Eduarda gerando gargalhadas entre todos. - Nem tudo foi em vão.
- Não brinques! Estas foram das melhores férias de sempre! - Disse o Rodrigo que diz o mesmo todos os anos.
- Acho que podemos dizer que o balanço foi bastante positivo. Gostei dos encantos de Vila Nova de Milfontes, o ambiente... a calma... A gastronomia... - Dizia a Ana. - E a verdade seja dita, estamos todos com um bronze maravilhoso. Até o Dinis que só cá esteve uma semana ganhou uma cor.
- Mas esperem lá estivemos aqui quase um mês, mas nunca ninguém se perguntou a que é que se deve o nome de Vila Nova de Milfontes... - Reparo chamando a atenção de todos.
- Provavelmente porque existem mil fontes aqui! - Responde o Dinis. - Antigamente era muito usual existirem muitas fontes nas zonas rurais.
- Andamos a percorrer a cidade à três semanas, se vimos mais do que 10 fontes foi o máximo! - Reclamou a Joana. Afastando o Mário e a Princesa Peach das suas pernas.
- De certeza que devem existir muitas mais fontes escondidas pela cidade! - Disse o Artur. - Não fomos a todos os recantos, só andamos maioritariamente pelas zonas turísticas.
- Seja como for, eu acho que devem exigir mais do que aquelas vimos! - Digo só para acender mais a discussão.
- Ora bem, temos aquela fonte a caminho da praia... Temos outra a caminho da igreja... - A Eduarda começava a contar a fontes que tínhamos vistos, e mesmo assim o numero era ainda mais reduzido do que aquele que a Joana apresentara. 
5! Apenas tínhamos a certeza de nos ter cruzado com 5 fontes! Nem 10, nem cem e muito menos mil fontes. Alguma coisa me diz que isto vai acabar em debate!
- Já pensaram que Milfontes pode não querer dizer Mil Fontes? Pode ser só um nome! - Digo antes que comecem a ter ideias loucas de irem pela noite fora contar as fontes da cidade.
- Também é uma hipótese, mas não a aceito! - Diz a Eduarda levantando-se, como se fosse uma deputada em pleno parlamento. - Logo à noite vou com o Mário e com Luigi procurar as mil fontes! 
Eu estava mesmo a prever isto.
- Quem vem comigo!? - Pergunta ela deixando de parecer um político para parecer um sargento.
- Confesso que tenho a minha curiosidade... - Concorda o meu irmão. - Eu e a Princesa Peach vamos contigo.
- Pessoalmente preferia dormir, mas confesso que estou curiosa... - Diz a Joana rindo.
A sério? Estão todos loucos para irem procurar fontes durante toda a noite?
- Vamos? - Pergunta-me o Dinis. Vejo na expressão dele que também quer alinhar nesta ideia louca, por isso também digo que sim.

Uma hora depois...

Encontramos um  mapa da cidade, junto ao porta-revistas da entrada. O mesmo (que já não devia ser usado à anos) está estendido sobre o tapete do chão da sala e estão 8 cabeças humanas e três cabeças caninas estendidas sobre ele.
- Ora bem, temos que nos dividir para cobrir o máximo de terreno possível. - Disse a Eduarda assumindo o controlo das operações. - Eu e o Rodrigo vamos para a zona da costa, levamos o Luigi. O Artur e a Joana vão para zona norte, e levam o Mário, Carlota e Dinis...
Acho que ela fez de propósito esta divisão das pessoas para evitar qualquer tipo de conflito, acredito mil vezes que ela iria preferir embarcar nesta aventura com o meu irmão ou com a Joana do com o Rodrigo. De qualquer forma ela está também a dividir os grupos de forma equilibrada, um homem, uma mulher e um cão.
- ...Vocês levam a Princesa Peach. - Continua a Eduarda. - Ana e Ivo vocês ficam com a zona turística, praça principal zona de bares e afins. Aquilo é muito movimentado por isso não deve haver problemas.
Todos concordamos, confirmamos as nossas mochilas, e seguimos cada um para o seu lado.
- Não achaste estranho as divisões que a Eduarda fez? - Pergunta-me o Dinis quando já estávamos sozinhos.
- Não. - Respondo enquanto tento não ser arrastada pela Princesa Peach que neste momento parece tudo menos uma princesa. - Acredites ou não ela fez a melhor divisão que poderia ser feita. - Ela sabe mais do que aparenta e já nos conhecemos à bastantes anos, existem coisas que passam despercebidas a uns mas a outros não.
- Vocês além de unidos, têm muitos segredos não tem? - Pergunta-me ele frontalmente.
- Não diria que temos segredos. Temos uma vida enquanto grupo de amigos, e acredita que este é um bom e forte grupo de amigos, mas cada um tem uma vida privada que não precisa de contar aos outros. Acho que é por isso que muitas amizades não funcionam... As pessoas pensam que ser amigo lhe dá o direito de saber tudo sobre o outro, mas na realidade não é assim.
- Eu sei, e tens razão, mas parece que existe sempre alguma coisa... Tu tens esse mistério que não me podes contar, e que eu respeito, a Joana não fala de si, mas parece que não consegue estar muito tempo no mesmo sitio se o Rodrigo lá estiver, a Eduarda tem aquele feitio esquisito, e aquela sala que todos vocês tem curiosidade em saber o que tem guardado, mas ninguém sabe. A Ana está sempre perfeita e nunca comete um erro... Vocês não se questionam?
- Oh claro que nos questionamos, e muito, mas quando chegar a altura certa, cada um de nós vai de certeza revelar os segredos aos outros!
Contra as minhas expectativas ele coloca-se à minha frente e está tão perto que sinto a respiração dele na minha cara.
- Isso inclui-me a mim? Quer dizer, inclui eu saber a verdade sobre ti? - Pergunta-me ele quase me beijando.
- Sim! - Respondo, tive que reunir todas as minhas forças para me afastar dele e não o beijar naquele momento que tinha tudo para parecer uma cena saída de um filme. - Mas o resto só vai acontecer quando eu te disser a verdade sobre mim. Gostas desta versão de mim, é a única que conheces, mas podes não gostar da outra. 
- Eu sei... - Diz ele segurando na Peach que teima em puxar-me, obviamente que é ela que me está a passear a mim e não o contrário. - Desculpa. 
- Sem problema. - Respondo com um sorriso, depois aponto para trás dele.
Ali está ela, a primeira e única fonte que descobrimos essa noite."

1ª Parte - Eduarda
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2ª Parte - Rodrigo
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3ª Parte - Carlota
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Espero que tenham gostado deste final para as férias de verão do Tinha Tudo Para Correr Mal. Para a semana, tal como nós, também as personagens vão estar de volta à rotina.

Entretanto fiquem em atentos amanhã faz um ano desde a estreia de "Tinha Tudo Para Correr Mal" aqui no blog, por isso durante a semana vamos ter uma publicação especial para celebrar!

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14 comentários:

  1. Se ve estupenda está entrada ! Espero verte pronto por mi blog! Me encanta saber tu opinión sobre mis entradas! Feliz sábado ! ♡♡♡

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  2. São três mentiras minha amiga Vila Nova de Milfontes, não nem vila nem nova e não tem as ditas mil fontes, aproveito para desejar um bom fim-de-semana.

    Andarilhar
    Dedais de Francisco e Idalisa
    Livros-Autografados

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  3. Amei
    Beijos
    www.opsquerida.com.br
    www.instagram.com/siteopsquerida/

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  4. Bem interessante o conto Teresa
    Gostei desta parte ímpar da história
    Um feliz domingo
    Beijos

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  5. As peripécias com este grupo não param. É claro que tinham que ir procurar as fontes ahahah
    Estou desejosa de saber mais!

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    Respostas
    1. Acredites ou não, eu mesma andei à procura das fontes em Vila Nova!

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  6. E eu a pensar que neste capítulo já iria descobrir o segredo da Carlota...

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  7. Confesso que me tinha passado ao lado este capítulo. Hoje encontrei-o.
    Continuo a gostar da história.
    Abraço

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