sábado, 9 de novembro de 2019

# Capítulo # tinha tudo para correr mal

Tinha tudo para correr mal (57º Capítulo)

Depois do descanso do último fim de semana, está na hora de retomar mais um capitulo de Tinha tudo para correr mal".
Se bem se lembram, no último capítulo, o grupo de amigos decidiu vingar-se do vizinho do lado direito, mas claro que a Eduarda não ia apenas ter um ato de revolta, por isso deixou um bilhete a dizer que no dia seguinte ela e os amigos iriam limpar tudo, e foi aí que ficamos.
"Acordamos aos poucos enquanto a Eduarda nos começa a chamar da cozinha com café e torradas acabadas de fazer. 
Alguns de nós estão com uma ligeira ressaca, mas estamos todos bem. Acabamos por passar a noite a jogar jogos de tabuleiro e a ver filmes de terror.
Tenho que sorrir ao ver a Eduarda de avental na cozinha da Ana e do Ivo. O que ela fez na noite passada não foi só uma vingança. Ela usou o vizinho do lado direito como um escape para que todos nós libertássemos as suas frustrações, e funcionou, hoje, um a um, vamos entrando na cozinha com um ar mais leve, menos cansado e fustigado.
- Nunca pensei que atirar papel higiénico fosse tão terapêutico! - Diz a Joana servindo-se uma maça.
- Dizem que as limpezas também são terapêuticas... - Respondeu a Eduarda esticando vários sacos do lixo.
Um a um, como crianças bem-educadas, pegamos num saco, já sabemos o que nos espera. Por isso depois do pequeno-almoço avançamos para o jardim do vizinho que aparentemente ainda não chegou a casa.
- Ele deve ter tido uma grande noite... Ainda não está em casa! - Brinca o Rodrigo esticando-se para tirar o papel que ficou preso numa das árvores do jardim.
- Com jeitinho ele nem vai saber o que aconteceu! - Exclama o Dinis usando uma vassoura para varrer o chão da entrada.
- Pode esquecer essa teoria. - Afirma a minha irmã olhando para a entrada do jardim.
Todos seguimos os olhos dela e vimos um jovem elegante, alto e bem constituído.
Acho que o famoso vizinho chegou, e apesar de o rosto estar escondido atrás de carapuço dá para ver que tem uns fios de cabelo escuro sobre a testa.

- Mas o que é que se passa aqui? - Pergunta o vizinho.
- Bom dia vizinho... Halloween. Fizeram o mesmo em nossa casa quando não abrimos a porta... - Mente o Ivo aproximando-se para o cumprimentar.
- E na minha também. - Explica o Dinis. - Decidimos ajudar...
- Obrigada, mas não é preciso! - Diz ele começando a apanhar papel do chão. - Ninguém vos pediu nada!
- Estávamos só a ser educados, afinal moramos todos na mesma rua, não nos custa nada ajudar... - Disse a Ana com diplomacia.
- Pois, mas eu não preciso da vossa ajuda. - Reclama ele mostrando uns olhos cinzentos, tão claros que nem parecem humanos... Bem, tendo em conta que é Halloween é bem provável que ele esteja a usar lentes.
- Aliás, vocês não são aquele bando de loucos que moram aqui ao lado? - Pergunta ele apontado para a casa da Ana e do Ivo.
- Só eu e a minha noiva que moramos aqui, os restantes são amigos que nos veem visitar pontualmente. - Explica o Ivo.
- Ninguém diria, está sempre um entra e sai dessa casa... - Reclamou o vizinho.
- Acho que não começamos da melhor maneira. - Diz o Dinis aproximando-se e estendendo a mão para o cumprimentar. - Sou o Dinis e moro na casa seguinte...
- Prazer, agora podem sair do meu jardim... - Disse ele recusando a saudação do Dinis.
- Não precisa de ser rude, estamos só a tentar ajudar... - Disse a Joana aproximando-se.
- Não estou a ser rude, apenas não gosto que as pessoas se metam na minha vida.
Existe qualquer coisa na sua expressão corporal que me está a deixar intrigado, mas não consigo perceber o que é.
- Seja como for, já acabamos... - Diz a Eduarda pegando no espantalho e colocando-o sobre o ombro. Ela falou com uma voz calma, mas sonora, o tipo de voz que ela usa para meter respeito.
Começamos a sair do jardim com os nossos sacos do lixo, deixo-me ficar para trás de forma a acompanhar a Eduarda que está carregada com o espantalho. Ela caminha calmamente mas não se dirige para a saída do jardim, mas sim para o vizinho.
- Não sei por que motivo não gosta de nós... Também não tem motivos para o fazer, eu própria não sei como gosto deles e não sei como é que eles gostam de mim... Seja como for, a não ser que seja milionário a verdade é que vai viver alguns anos aqui, pelo menos até a economia estar favorável para a compra a venda de imóveis. Não acha que seria mais vantajoso, darem-se todos bem? Temos cervejas e torradas quentinhas em casa... Não quer entrar?
- Agradeço o convite, mas vai ter que ficar para a próxima. Seja como for, obrigada pela ajuda. - Diz ele entrando em casa.
De regresso a casa, todos sentamo-nos na sala a comer os restos do pequeno-almoço.
- Que personagem estranha... - Disse a Ana sentando-se no sofá.
- Acho que nenhum de nós tem moral para falar. - Brinco.
- Sejamos sinceros, eu própria não gostava de ser minha vizinha! - Disse a Joana rindo.
- Eu até dizia que os meus vizinhos eram santos, mas eles podiam ficar mal habituados. - Brincou o Dinis rindo.
- Bem acho que aprendemos uma grande lição hoje! - Diz a Eduarda, todos paramos de mastigar para ver o que vai sair dali. - Temos que aproveitar e dar graças pelos bons vizinhos que temos...
- Acho que vou fazer um cabaz para senhora de idade que mora ao meu lado. - Digo sentindo remorsos pois nunca conversei com ela mesmo sabendo que ela já tem uma certa idade e que mora sozinha.
- E vou deixar uma caixa de chocolates na porta do casal gay que mora em frente a mim... Nunca reclamaram do barulho, dos cães... São uns santos! - Repara a Eduarda.
- Eu já disse que gosto muito dos meus vizinhos, não volto a repetir nem a dar chocolates - Brincou o Dinis"


Espero que tenham gostado, também já foi revelado quem é o estranho vizinho do lado direito, mas será que ele vai ter algum papel nesta história? Deixem o vosso feedback.

   1ª Parte - Eduarda
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