quarta-feira, 23 de outubro de 2019

# mulheres # relações sexuais

Acreditem ou não, 17% das mulheres não tem orgasmos

A sexualidade continua ainda a ser um tabu, principalmente quando se fala em orgasmos. A verdade é que muitos especialistas acreditam que muitas pessoas mentem quando questionadas sobre a qualidade a quantidade de relações sexuais.
Tudo começa pelo mito que diz que sem orgasmo a relação sexual não foi bem-sucedida, por isso, os estudiosos acreditam que muitas mulheres fingem o orgasmo com mais frequência do que aquilo que se imagina. Esta pode ser uma realidade assustadora, se tivermos em atenção os motivos que levam uma mulher a perder o interesse e o prazer no momento de ter relações.

Ainda existe uma forte necessidade de agradar, por isso os especialistas acreditam que um grande número de mulheres finjam o orgasmo ou se sujeitem a relações sexuais que não gostem por medo de perder o parceiro e ficarem sozinhas.
Fatores psicológicos como a preocupação, o stress e o cansaço podem estar na origem de uma falta de interesse por parte da mulher na hora de ter relações com o parceiro. Um estudo feito indica que muitas mulheres afirmam estar cansadas, e que a última coisa que lhe apetece depois de um dia de trabalho, cuidar da casa e dos filhos é ter relações sexuais.
A insegurança com o próprio corpo é outro dos motivos apontados por especialistas para que as mulheres tenham receio e em consequência prazer, na hora de ter relações sexuais.
O pós-parto também pode ser um dos motivos que levam a que muitas mulheres não sintam prazer, além dos motivos psicológicos já conhecidos, existem fatores clínicos que podem alterar a maneira como a mulher vive e sente o sexo. Cicatrizes mal feitas podem causar dor durante a penetração, tornam difícil sentir qualquer prazer.
Apesar dos avanços tecnológicos e psicológicos ainda existem muitos médicos que nao hora de cozer não se preocupam com o impacto que uma cicatriz naquele local pode ter para uma mulher. Existem alguns médicos que ainda fazem o habitualmente chamado "ponto do marido". O "ponto do marido é nada mais, nada menos, que um ponto extra de visa "apertar" mais a vagina, para que o homem não sinta o "desconforto" de uma vagina que foi alargada por causa do parto.
Confesso que quando li esta última parte me senti revoltada, pois, mesmo na medicina, ainda existem clínicos, que desvalorizam completamente o conforto da mulher em prol da satisfação do homem.

Estudos afirmam que 25,4% das mulheres se queixam de baixo desejos sexual, e que 17% das mulheres não tem orgasmos. A esses valores acresce 13% de mulheres que não conseguem lubrificar, e 10% de mulheres que afirmam terem dores durante as relações sexuais.

A verdade é que as mulheres já se revolucionaram e já atingiram os mesmos direitos que os homens, pelo menos no que diz respeito à sexualidade, se assim é, porque é que esta realidade ainda existe? Porque é que as mulheres ainda sentem necessidade de colocar o prazer deles à frente do seu?
Existem vários tratamentos para as dores, e cuidados a ter para evitar o agravamento da situação. Não existe motivos para ter medo a procurar um especialista. Já passou o tempo em que falar de sexo fora de casa era um tabu, hoje o sexo é um tema como qualquer outro, se vos doem as costas vão ao médico, se precisam de uma vacina vão ao enfermeiro, se vos dói a ter relações sexuais procurem um especialista sem medo.

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