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sábado, 25 de maio de 2019

Tinha tudo para correr mal (37º Capítulo)

maio 25, 2019 7 Comments
Lembram-se de eu vos ter dado a hipótese de escolherem o próximo narrador da história? Pois bem, os leitores já se pronunciaram, e o próximo narrador da história, vai mesmo ser a Carlota. Isso agora implica uma mudança completamente diferente na maneira de escrever e expor as coisas, e para mim, tendo em conta aquilo que pretendo fazer com a história vai ser um verdadeiro desafio.
"- Peço imensa desculpa pelo atraso! - Digo entrando em casa da Eduarda, a Carlota está mesmo atrás dela e está a fulminar-me com os olhos.
Ela fica verdadeiramente assustadora quando me olha desta forma, mas tasse bem, ela tem razão para estar chateada, quase que o meu atraso lhe estragava os planos.
Para me desculpar estendo o saco com o presente que lhe comprei, obviamente que é uma prenda de anos, mas também serve de desculpa certo?
Ela pega no saco, mas fico com a sensação que o vai usar como arma de arremesso assim que eu virar costas.
- Bem Edu, vens comigo? Eles já são crescidos, por isso ninguém te vai pegar fogo às cortinas! - Diz o Artur que obviamente já adiantou a sua parte neste plano de malucos.
- Sim claro. - Diz a Eduarda pegando na mala que estava pousada em cima da mesa da sala, mesmo perto da maldita porta.
A porta do diabo! A porta de todas as questões e dúvida! Coisa do demónio!
Já estávamos todos imóveis, quase sem respirar (acho que cheguei mesmo a suster a respiração), a Eduarda já com a mão na porta da saída, pronta para abrir a porta e nos deixar à vontade para que déssemos inicio à nossa expedição...
- AH!!! Quase me esquecia! - Diz ela vindo de novo para a sala, e tirando um molho de chaves da carteira e fechando a porta misteriosa, não com uma chave, não com duas, mas três vezes, e uma delas era um daqueles canhões que se usam nas portas da entrada! 
Atira o molho de chaves para dentro da mala e fita-nos a rir.
- Vocês são espertos, mas eu também! - Exclama saindo de casa acompanhada do Artur que nos fita igualmente chocado.
- E agora? - Pergunta a Ana. - É que nem vale a procurar as chaves já sabemos onde elas estão! 
- Nunca pensei... - Diz a Carlota desiludida enquanto se afunda no sofá com um ar pensativo e amuado.
- Nem vale a pena tentar... Ela é mais inteligente que nós todos juntos, ela vai estar sempre um passo à nossa frente. - Conclui o Ivo.
- Ela não pode ser mais inteligente! Tem que haver uma falha! - Exclama a Carlota quase possuída das ideias
- Miss Bond! Tenha lá calma, tentamos e correu mal, não vale a pensar mais nisso! - Diz a Joana sentando-se ao lado dela.
- Venho já!
A Carlota levanta-se com uma fúria tal que se tivesse mais de um 1.60m ia assustar o Spartacus!
- Ela está a levar as coisas a peito! - Brinco quando a pequena Minion passa por mim a deitar fumo pelas orelhas.
- Serei a única a achar estranha a atitude da Carlota? - Pergunta a Joana no seu canto do sofá.
- Como assim? Ela estava convencida que ia conseguir descobrir o que estava atrás da porta, agora está apenas frustrada. - Ri-se a Ana.
- Não sei, mas pareceu-me mais do que frustração... - Acrescenta a Joana chegando-se para a frente.
E não foi por ser a Joana a falar, mas acho que ela tem razão, existe alguma estranha!
- Ela sempre foi a mais nova, sempre sentiu que tinha que provar que era como nós! Ela quer estar ao nosso nível em tudo, e a maneira que tem de o fazer é mostrar que nos consegue provar que estamos errados. - Explicou a Ana. - É assim desde que somos amigos!

Na manhã seguinte...

Adormecemos todos em casa da Eduarda, estávamos todos com uns copos a mais, obviamente que ninguém ia conduzir neste estado.
Estamos todos espalhados pelo quarto de hospedes, até a Eduarda adormeceu aqui. Realmente e apesar dos copos extra não me sinto com ressaca, muito pelo contrário! Foi uma das melhores noites de sono da minha vida apesar de ter adormecido no tapete fofinho que a Edu tem no chão.
Um a um vamos acordando e seguimos para a sala e para a cozinha para tomar o pequeno-almoço, assim que chegamos a sala, uns a carregar as chávenas de café outros os cereais, e outros ainda carregando o pão, reparamos que a Eduarda fita a porta misteriosa muito atentamente.
- Ia jurar que tinha fechado as fechaduras todas! - Exclama ela ela fitando o canhão que estava na parte de cima, efetivamente não se conseguia ver os dentes da fechadura atravessa a madeira da porta até à madeira do caixilho. - Tenho que ter mais cuidado!
Nem parece normal da Eduarda, mas os erros existem não é?"






2ª Parte: 



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quinta-feira, 26 de julho de 2018

Uma tarde no Castelo de Santa Maria da Feira

julho 26, 2018 35 Comments
No passado domingo eu e o E fomos a um Sumset no castelo medieval de Santa Maria da Feira. E claro que antes da "festa" eu e ele aproveitamos o tempo livre para visitar o castelo e tirar algumas fotografias.
Para quem não sabe o Castelo da Feira é considerado um dos exemplos mais completos da arquitetura militar medieval de Portugal.
Apesar de a sua localidade remontar à pré-história, o verdadeiro destaque deste edifício aconteceu quando os Lusitanos aqui ergueram um templo em honra da divindade Bandeve-Lugo Tueræus.
Quando D. Henrique (1095-1112) recebeu as terras do Condado Portucalense (1095), estas incluíam os domínios não apenas deste Castelo de Santa Maria, mas também o Castelo de Guimarães, o Castelo de Faria e o Castelo de Neiva.
Alguns historiadores afirmam que este monumento é o berço da independência de portuguesa, isto porque com o falecimento do Conde, perante a ascendência do galego Fernão Peres de Trava sobre a viúva, D. Teresa de Leão, levou a que os senhores do sul do Rio Minho, se organizassem em torno do jovem D. Afonso Henriques, e o armassem cavaleiros.
Sancho I deixou no seu testamento que este seria o principal dos cinco castelos eleito para um eventual refugio da rainha viúva e das infantas.
Mais tarde e durante o reinado de D. Dinis I o castelo foi tomado pelas forças do infante D. Afonso, em luta contra o seu pai, o atual soberano. Quando a paz foi celebrada entre pai e filho, o castelo foi outorgado a D. Afonso por iniciativa da atual rainha.
Mais tarde Fernando I de Portugal fez a doação das Terras de Santa Maria e seu castelo a D. João Afonso Telo de Meneses, conde de Barcelos, que instituiu como alcaide do castelo a D. Martim Correia. 

Sobre o Castelo:

O castelo apresenta planta oval irregular, orientada no sentido norte-sul, em estilo gótico, tendo incorporado elementos de outros estilos ao longo dos séculos.
A porta da barbacã, coroada pelo brasão dos Pereiras é protegida por duas torres quadrangulares adossadas: a sudoeste, a Torre da Casamata, atrás da qual se encontra um recinto quadrangular e abobadado onde se alojavam os soldados e que servia como bateria com troneiras nos muros exteriores; no lado oposto a Torre do Poço, protegendo uma nascente de água, à qual se acede descendo uma escada em caracol.
Pela porta da barbacã acedem-se, sucessivamente, a porta da Vila e a praça de armas, na qual se localiza a Torre de Menagem. Esta torre alcáçova, ergue-se em três pavimentos: no inferior, a cisterna; no segundo, o salão nobre, destacando-se três lareiras, um fogão e quatro janelas, três delas com conversadeiras; no terceiro a área residencial íntima.
A seguir à Torre de Menagem, rematada com coruchéus cónicos, o visitante encontra a tenalha, precedida pelo chamado pátio da traição (onde se abre a respetiva porta). Em lado oposto à tenalha, adossada à muralha da cerca erguem-se a capela, de planta hexagonal, sob a invocação de Nossa Senhora da Encarnação, e a Casa da Capelania, em estilo barroco.

Espero que tenham gostado desta lição de história. Já conheciam este edifício histórico?

Instragam

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