Uma questão de autoestima
Teresa Isabel Silva
maio 21, 2019
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Autoestima... Amor-próprio... Dignidade...
Hoje em dia, e ainda um pouco longe do meu peso ideal, aprendi a
gostar de mim, se não viver em função do meu peso, ele não me vai
assustar. Tenho um certo controlo e rigor, mas aprendi a não ter medo.
Faço novos amigos vou sair, tenho encontros, e percebi
que apesar de ter peso a mais estou numa fase em que já socialmente
aceite. Ainda luto para emagrecer mais, ainda tenho muitos cuidados, mas
já não se trata de autoestima, trata-se de melhorar algo que já está
bem!
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Existem muitos sinónimos, mas nem sempre é, fácil de encontrar
dentro de nós, alguma coisa que nos faça descobrir o verdadeiro sentido
dessas palavras.
Como já vos tinha dito, quando engordei daquela forma doentia e
exagerada, uma parte de mim perdia um pouco de autoestima por cada
quilo que ganhava. Vivia numa balança metafórica entre o peso e a minha
dignidade.
Como vos disse cheguei ao ponto de me magoar, ou de ter vergonha de
sair de casa, e foi neste clímax que eu percebi que já não era a pessoa
que sempre fui, e não me refiro ao aspeto físico. Por dentro estava
partida e não sabia como começar.
Lembro-me particularmente de uma noite, me levantar da cama e ir
para o closet, abri os armários e fiquei ali sentada no chão a olhar
para as imúneras peças de roupa que não me serviam. Quando é que eu
tinha perdido a coragem? A questão do peso não dependia
só de mim, mas eu tinha que me ajudar, tinha que lutar, tinha que
ganhar coragem. Nessa noite decidi que ia agarrar os pedaços partidos da
minha autoestima e recomeçar.
Comecei a fazer massagens drenantes e linfáticas, comecei a fazer
caminhadas, comecei com 15 minutos, por dia, depois meia hora, depois
uma hora, nessa altura o divórcio abateu-se sobre mim, voltando a trazer
ao de cima dos meus medos e receios em relação
ao meu próprio corpo. Seria culpa minha?
Não, a culpa não era minha, não por causa disto, se ele me tinha
deixado por causa do meu peso, então ele não amava a minha pessoa. Mas
eu também não amava a minha pessoa pois não?
Com coragem redobrada para me amar voltei à psicóloga, voltei às
caminhadas, uma hora, duas horas, três horas, e aos poucos, o peso
baixou, as calças começaram a servir... As coisas começaram a fazer
sentido, e eu percebi que não precisava que o meu peso
me definisse, eu tinha o meu valor só por ser quem era, era
inteligente, estava a tentar salvar o meu negócio falhado, e estava à
procura de um outro trabalho.
Comecei a sair e a conviver. Já não me fechava em casa com medo de
me sentir mal. Sabia o que valia, independentemente de vestir o XXL e o
46.
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