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terça-feira, 2 de abril de 2019

A Momo: um alerta real para muitos pais

abril 02, 2019 25 Comments
Agora que os ânimos sobre este assunto parecem ter acalmado um pouco vamos falar do "Desafio Momo" ou "Momo Challenge".
Antes que pensem que andei feita maluca à procura desta mulher misteriosa, devo já dizer que não o fiz, primeiro porque não tenho tempo para andar à caça às bruxas e segundo porque sei que se o fizesse estaria apenas a dar atenção a alguma mente maldosa. Sim, porque ninguém no seu perfeito juízo decide fazer algo tão macabro como isto.
Basicamente a Momo tornou-se numa espécie de mito urbano dos dias que correm e baseia-se numa premissa que qualquer filme de terror gostaria de explorar. 
Tudo começa com um contacto, a Momo surge onde menos se espera (não é sempre assim, que estas coisas acontecem?), e desafiam crianças e adolescentes a realizar uma série de tarefas perigosas entre elas ataques violentos e suicídio.
Considerada como uma sequela do fenómeno "Baleia Azul", a Momo surgiu em 2018 através do whatsapp mas em 2019 regressou e desta vez, pelo youtube, com o intuito de assustar as crianças.
Sejamos sinceros, a Momo tem todas as características de um pânico moral clássico: um esquema sensacionalista espalhados pelas redes sociais e credibilizado por alguns meios jornalísticos.
Existem mesmo psicólogos que defendem que se as pessoas não tivessem falado tanto da Momo a situação nunca teria chegado ao ponto que chegou. 
Mas vá, nem tudo é mau, graças à Momo, hoje em dia existe um pânico generalizado relativamente a tudo aquilo que as crianças e adolescentes fazem nas redes sociais, e isso talvez seja um bom alerta para certos pais que "distraídos" com a realidade se esqueciam que existem muitos perigos (e alguns bem reais), para os seus filhos enquanto eles navegam na net.
Pessoalmente acredito que algumas crianças tenham visto a Momo, mas o que é que viram afinal? Aquilo que os amigos dizem na escola? Aquilo que ouvem os adultos dizer?
Várias pessoas fizeram o teste e nunca encontraram esta personagem, por isso pergunto-me como é possível?
Talvez seja hora de os adultos pararem de procurar a Momo e em vez disso se sentarem com os seus filhos e explicarem calmamente o que se está a passar e o que acontece realmente quando se navega na internet sem saber o que procurar.
Se a Momo ajudar as famílias a entender que as crianças só a conseguem ver porque passam muito tempo online, então ela não fez só coisas más. Afinal trouxe ao de cima uma realidade que muitos preferem, fingir não ver.

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quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Porque é que as crianças não devem ver a "Porquinha Peppa"

setembro 27, 2018 19 Comments
Muito se tem dito sobre os famosos desenhos animados "A Porquinha Peppa" e se antigamente a polémica era sobre a história tenebrosa que originou estes desenhos, agora a polémica anda em torno dos maus exemplos que este desenho animado transmite.

"A porquinha Peppa" é emitido em muitos países e um pouco por todo o mundo pais proibiram os filhos de ver estes desenhos animados pois ao que parece, eles transmitem comportamentos inadequados, entre eles:
- Síndrome de superioridade;
- Imposição da sua vontade, ignorando a opinião dos outros;
- Grosseira;
- Competitividade doentia;
- Intolerância;
- Falta de respeito;
- Inveja;
- Arrogância;
- Orgulho
Eu própria vi alguns episódios da "porquinha Peppa" antes de escrever este artigo e posso garantir que todos os tópicos acima mencionados foram encontrados facilmente.
É de relembrar que este tipo de desenhos animados é visto maioritariamente por crianças com cerca de 3 anos e estudos apontam que esta é a idade onde os modelos mentais são fortemente criados, por isso existe uma forte possibilidade de as crianças copiarem aquilo que veem na televisão.

Como vos disse para escrever este artigo dediquei algumas horas a ver alguns canais infantis e além de "A Porquinha Peppa" dou a minha avaliação negativa a "Masha e o urso". e a minha avaliação positiva à "Patrulha Pata".

E vocês, partilham esta opinião sobre estes desenhos animados? Deixam os vossos filhos ver?

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quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Afinal porque é que eu não quero ter filhos

setembro 06, 2018 41 Comments

Bem sei que este post vem com bastante atraso, porém quando fiz o post "perguntas&respostas" e vi a pergunta da Mena eu percebi que teria que me sentar e pensar muito naquilo que iria responder pois trata-se de um assunto delicado.
Mas afinal qual foi a pergunta que tanto trabalho me deu a responder? A Mena simplesmente me perguntou por que motivo, eu não quero ter filhos.

O facto de eu não querer ter filhos deriva de vários fatores que se tem vindo a desenrolar ao longo dos anos e ao contrário do que muita gente pensa não se trata de teimosia, ou de uma opinião que vá mudar com o tempo. É uma decisão que eu tomei desde nova.
Já desde os tempos de escola, eu ficava admirada com a facilidade com que as minhas colegas falavam em ter filhos, para elas o futuro era simples: acabar os estudos, casar e ter filhos. Compreendi que para a maioria delas, ser mãe não era um sonho, era um ritual de passagem obrigatório para fazerem parte do seu nicho social.
Pessoalmente acho que muitas mulheres não têm filhos não porque realmente querem, mas porque existe um padrão social daquilo que se espera que a determinado momento as mulheres devem fazer.
Felizmente para todas as regras existe um exceção, e tive a sorte de me cruzar com algumas mulheres que são o exemplo vivo do "instinto maternal" e que nasceram para ser mães, fora esse exemplo acho que existe muita conveniência e muita necessidade de agradar por parte de muitos pais. Cada vez mais acho que muitos casais não sabem dizer que não às expectativas da sociedade.
É por isso que eu acho que muitas crianças nascem por egoísmo dos pais. Quer dizer, já viram bem o mundo em que vivemos e naquilo que ano após ano o mundo se está a tornar? Será que vivemos constantemente insatisfeitos e deprimidos com a nossa vida temos o direito de trazer ao mundo mais um ser que mais tarde ou mais cedo se vai sentir igual ou pior só porque dois adultos se sentiram incompletos?

Já sei que quando vos disser o outro motivo pelo qual não quero ter filhos, vou ser insultada e provavelmente perder seguidores, mas sempre fiz questão de falar a verdade e não vai ser agora que isto vai mudar. A verdade é que a expressão "as crianças são o melhor do mundo" não se enquadra comigo. Eu não sou adepta de de crianças, não me sinto bem na sua companhia e elas irritam-me! Juro que não sei de onde vem essa ideia que as pessoas todas gostam de crianças, eu não gosto, e não gosto de ser "obrigada" a conviver com elas.
Mais uma vez parece-me que a sociedade está a criar expectativas erradas nas pessoas, e por isso sou muitas vezes colocada de lado porque não acho piada quando uma criança de baba ou decidi brincar com qualquer coisa básica.
Estes foram os motivos que desde sempre salientei para explicar o facto de não querer ter filhos, para mim são suficientes apesar de muitas vezes ter medo de os expor sob pena de me tornar um pária para a sociedade.

 

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terça-feira, 19 de abril de 2016

Mãe, pai, não quero ser aquilo que vocês idealizaram!

abril 19, 2016 34 Comments
Habitualmente diz-se que os pais veem nos filhos, uma maneira de atingirem as suas aspirações.
E se em alguns casos estas aspirações até são saudáveis, noutros a situação chega mesmo a ser complicada para o jovem.
Na família tenho um caso desses. Sabem como é um pai frustrado por não ter ido para medicina, exige durante quase toda a adolescência que o filho siga carreira que ele não conseguiu atingir.
Apesar de usualmente estes serem os casos mais flagrantes, existem outros que geram pressão na hora de escolher de uma carreira para o futuro.
Independentemente do gosto e do prazer que sentimos a trabalhar a verdade é que muitas vezes nunca fazemos aquilo que os mais velhos aspiraram para nós.
Os exemplos mais normais e que surgem mais subtilmente são a negação (onde os pais se negam a aceitar e a dizer a outras pessoas aquilo que os filhos fazem), e o facto de tentarem encontrar outro emprego para os filhos, porque não aceitam a escolha de atividade deles.
A diminuição daquilo que é feito é um dos fatores mais importantes e devido à falta de atenção, e apoio muita gente deixa de fazer aquilo que quer e gosta pois sente-se sozinho contra a maré.

O que se deve fazer nessas situações?
O ideal é sempre sentar e conversar. Explicar as coisas e mostrar os pontos de vistas sem esquecer que os outros também podem ser válidos. Muitas vezes com uma boa conversa, com as coisas esmiuçadas a família entende e as coisas ficam por ali.
Nos casos mais extremos, existem mesmo famílias que se separam pelo facto de os filhos optarem por caminhos diferentes numa industria que não seja aceite pelos pais ou que lhes cause constrangimento. Em alguns casos (e conheço alguns), os jovens acabam mesmo por se enfiar num emprego qualquer (que na maioria das vezes não gostam) só para conseguirem alguma independência.
Acontece ainda que existem muitos profissionais formados que são péssimos naquilo que fazem por causa da falta de paixão que dedicam ao trabalho que fazem. O facto de ser um aluno genial com notas de 20 não quer dizer que ele tenha que seguir medicina se ele não gostar disso.


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