A realidade dos animais abandonados e das associações que os acolhem
Teresa Isabel Silva
setembro 26, 2018
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Agora que a euforia das férias e do regresso às aulas parece ter terminado, está na hora de mais uma vez enfrentar uma dura realidade: o abandono de animais.
A pergunta que eu fiz o ano passado foi: Mas afinal o abandono está a acabar?
Infelizmente a resposta é a mesma no ano passado: Não, não está!
Mesmo com todos os apelos que são feitos são abandonados inúmeros animais ao longo do ano, e só a Associação Midas acolhe anualmente entre 250 a 350 animais. Por isso a questão que se coloca é: Estaremos a fazer o suficiente pelos nossos animais?
Tal como aconteceu o ano passado, informei-me junto da Associação Midas, e mais uma vez a história repete-se:
2015 - 53 animais acolhidos pela instituição.
2016 - 107 animais acolhidos pela instituição.
2017 - 71 animais acolhidos pela instituição.
2018 - 42 animais acolhidos pela instituição.
E se por um lado os números parecem animadores, as informações que vos vou dar de seguida vão fazer qualquer um perder a vontade de celebrar. Primeiro porque a redução drástica do número de animais recolhidos diminuiu não porque o abandono diminuiu mas porque a própria instituição atingiu o seu limite.
Como devem imaginar o numero de espaço é limitado e sem espaço não é possível aceitar novos animais, o que lhes acontece depois? Bem resta desejar o melhor. Só para terem uma breve noção desta realidade da falta de adoção, só na Midas, a população idosa é superior a 80% (ou seja animais com mais de 16 anos), ou seja, como ninguém os quer adotar, não é libertado espaço para receber novos animais.
Além disso os próprios apoios são limitados e as ajudas de custo da Associação estão pendentes da ajuda e do apoio de particulares.
Acho que dá para pensar... Não dá?
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