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quarta-feira, 26 de setembro de 2018

A realidade dos animais abandonados e das associações que os acolhem

setembro 26, 2018 28 Comments

Agora que a euforia das férias e do regresso às aulas parece ter terminado, está na hora de mais uma vez enfrentar uma dura realidade: o abandono de animais.
A pergunta que eu fiz o ano passado foi: Mas afinal o abandono está a acabar?
Infelizmente a resposta é a mesma no ano passado: Não, não está!
Mesmo com todos os apelos que são feitos são abandonados inúmeros animais ao longo do ano, e só a Associação Midas acolhe anualmente entre 250 a 350 animais. Por isso a questão que se coloca é: Estaremos a fazer o suficiente pelos nossos animais?

Tal como aconteceu o ano passado, informei-me junto da Associação Midas, e mais uma vez a história repete-se:

2015 - 53 animais acolhidos pela instituição.
2016 - 107 animais acolhidos pela instituição.
2017 - 71 animais acolhidos pela instituição.
2018 - 42  animais acolhidos pela instituição.

E se por um lado os números parecem animadores, as informações que vos vou dar de seguida vão fazer qualquer um perder a vontade de celebrar. Primeiro porque a redução drástica do número de animais recolhidos diminuiu não porque o abandono diminuiu mas porque a própria instituição atingiu o seu limite.
Como devem imaginar o numero de espaço é limitado e sem espaço não é possível aceitar novos animais, o que lhes acontece depois? Bem resta desejar o melhor. Só para terem uma breve noção desta realidade da falta de adoção, só na Midas, a população idosa é superior a 80% (ou seja animais com mais de 16 anos), ou seja, como ninguém os quer adotar, não é libertado espaço para receber novos animais.
Além disso os próprios apoios são limitados e as ajudas de custo da Associação estão pendentes da ajuda e do apoio de particulares.
Acho que dá para pensar... Não dá?

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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

As férias acabaram... Como é que ficaram os animais abandonados?

outubro 20, 2017 86 Comments
Existe uma dura realidade que após as férias de verão fica esquecida. Se no inicio do verão as campanhas de sensibilização são muitas (e mesmo assim não são suficientes), a verdade é que depois dos dias dourados de verão, já ninguém pergunta o que aconteceu ao cão idoso que abandonaram às portas de uma instituição, ou então como está aquele cachorrinho que deixaram na beira da estrada.
A minha pergunta para vocês é: Afinal o abandono está a diminuir?
E infelizmente a resposta é não! No final do verão contactei várias instituições que recolhem animais e as respostas são sempre iguais: Não! Não diminuiu.

Para vos ilustrar esta realidade, pedi a várias instituições dados sobre o abandono de animais durante os meses de verão, porém só a Associação Midas no Porto é que se ofereceu para disponibilizar dados concretos:

2015 - 53 animais acolhidos pela instituição.
2016 - 107 animais acolhidos pela instituição.
2017 - 71 animais acolhidos pela instituição.

Porém antes de começarem a bater palmas por esta diminuição entre o ano passado e este ano, tenho que vos deixar refletir sobre algumas coisas:
- O acolhimento de animais novos está pendente da disponibilidade de boxes, não havendo boxes disponíveis as associações não podem nem conseguem receber novos animais.
- A procura de animais para adoção também tem reduzido ao longo dos anos, e mesmo neste caso, os gatos acabam por ser mais facilmente adotados  facto de serem animais mais autónomos permite que os donos se ausentem mais facilmente.

Ou seja, o numero de animais abandonados na instituição não diminuiu, existe igualmente animais a ser abandonados, apenas não existe espaço para os acolher, uma vez que adoção também diminui.

Creio que já vos deixei a pensar sobre isto.
Se ponderam um dia abandonar um animal, nem se deem ao trabalho de adotar. A adoção é um trabalho para a vida e requer maturidade. Não faz sentido devolver um animal só porque vamos de férias, porque o dono idoso morreu e os filhos não querem responsabilidades, ou porque os animais são trabalho.
Se não sabem o que fazer, se não sabem se tem condições informem-se antes de adotar.
Já não se trata só abandono, trata-se de ter animais a mais entre jaulas porque os donos não souberam fazer o melhor. 

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