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sexta-feira, 8 de abril de 2022

# Capítulo # Linha Desfalecida

Linha Desfalecida - 30º Capítulo

A história de "Linha Desfalecida", está a caminhar par o final, e por isso, gostava de agradecer toas as visitas, ideias, e feedbacks que tenho recebido semana após semana.

Se estás a gostar da história não deixes de comentar, ou se preferires entrar em contacto comigo por e-mail ou pelas redes sociais, para me dares o teu feedback e sugestões.

"Isabel não conseguia ter noção de quanto tempo passara, mas nos últimos minutos parecia se sentir mais lúcida e pelo menos conseguia abrir e fechar a mão o que aparentemente poderia ser um bom sinal, porém a sua visão continuava desfocada, e isso deixava-a com dúvidas, sobre se estava realmente a livrar-se da droga, ou se estaria a sofrer com algum efeito placebo.
Fechou os olhos e tentou com o dedo tocar na anca. Isso funcionou. De seguida tentou levar a mão à barriga, e também conseguiu. Olhou para ver se conseguia perceber o que Viviana estava a fazer, mas a visão continuava desfocada. Tentou se se concentrar, se Viviana estava a chorar quando ela acordou da primeira vez era porque não se sentia confortável com aquela sensação, estaria com medo? Estaria arrependida? Confusa… Sim provavelmente a outra rapariga estava confusa com as escolhas que fizera para atingir aquilo que queria, então Isabel entrou na sua mente, e ampliou a dúvida que a outra rapariga estava a sentir.
Isabel só soube que o seu plano estava a funcionar quando a outra rapariga começou a abanar a cabeça compulsivamente. De repente ela soltou um grito e agarrou-se a cabeça como se ela fosse explodir. Aproveitando o momento Isabel esticou o braço e arrancou a agulha do braço, tentou se levantar e correr para a porta mas o facto de ter a visão desfocada e as pernas ainda dormentes fizeram com que ela caísse ao fim de alguns passos.
Tentou se levantar , mas Viviana caiu sobre ela agarrando-a com força.
- Eu ia ser feliz com o Hugo! – gritou ela prendendo Isabel pelos ombros ao chão. – Eu ia ser como ele, e depois disso seriamos felizes para sempre!
- Sai de cima de mim! – pediu a Isabel. – Tu nem sabes se a Eveline te vais transformar… É provável que ela te esteja a usar…    
- És uma mentirosa! – disse a outra rapariga colocando as mãos à volta do pescoço da Isabel. – Eu e o Hugo íamos resolver as coisas mais tarde ou mais cedo, mas chegaste tu, e tinhas o que eu não tinha… - ela fez mais força e Isabel começava a sentir alguma dificuldade em respirar – Agora ele vai morrer por tua causa!
Uma súbita onde de raiva contra toda aquela loucura apoderou-se de Isabel, que reunido toda a força que conseguia naquele momento pegou numa bacia de inox que estava no chão e acertou em cheio na cabeça da outra rapariga que caiu instantaneamente ao lado de Isabel.
- Viviana? – perguntou a Isabel assim que recuperou o fôlego. Apenas viu o corpo desfocado da outra rapariga estendido no chão. – Oh meu Deus, por favor não…
Isabel começou a chorar. Sem ver direito aproximou-se da rapariga e colocou a mão sobre o peito dela, uma leve oscilação ajudou a Isabel a perceber que não a tinha matado. Viviana estava apenas inconsciente. Levantou-se e caminhou tropegamente até a porta. Agora tinha que salvar a irmã para saírem dali e avisar o Hugo que aquilo era uma armadilha.

Marcelo parou o carro em frente um edifício abandonado, e todos os presentes no carro trocaram olhares.
- O GPS diz que é aqui! – reforçou o Rui mostrando o GPS.    
- Essa coisa não está avariada? – perguntou a Alexa. – Isto aqui são as ruínas de uma antiga mina de carvão. Não deve haver aqui nada.
- Esta mina tinha instalações subterrâneas é provável que não estando tão expostas aos elementos elas possas estar mais bem conservadas para esconder uma pessoa aqui. – explicou o Marcelo. Os quatro saíram do carro.     
- Acho que precisamos de um plano… Por muito mau que seja! – exclamou a Alexa fitando o tamanho do edifício.
De repente ouviram o som de pneus na gravilha. Todos rodaram o tronco assustados, e num instinto defensivo o Hugo estendeu a mão para fazer explodir a sua barreira energética, mas o Rui segurou-o e fez baixar o braço.
- É a Samanta… - explicou o Rui surpreendido.
- Pensei que ela já não te seguia… - disse a Alexa.
- Não o vai deixar de fazer! – acrescentou o Marcelo fitando a maneira como o sobrinho fitava a mulher que saia do carro que tinha parado um pouco mais atrás do seu.
- Vocês vão me explicar o que se passa aqui, ou eu vou chamar a polícia! – exclamou a Samanta assim que se aproximou deles.
- Samanta por favor vai para casa… Eu depois juro que te conto tudo… - pediu o Rui.
- Vocês invadiram uma casa, e agora vieram para aqui, para uma mina abandonada no meio do nada, e estão com uma expressões sinistras! Eu quero saber já o que se está a passar!
- Samanta por favor… - pediu o Rui, mas ela estava irredutível.
- Não temos tempo para isto… - disse o Hugo aproximando-se do amigo. – Tens a certeza que podemos confiar nela?
Samanta fitou o Hugo com os olhos muito abertos, mas por algum motivo não sentiu medo, estava apenas ansiosa para ouvir a resposta do Rui.
- Sim. – respondeu ele sorrindo para a rapariga, que lhe sorriu, então do nada, o Hugo levantou a mão e fez surgir a sua onda de energia empurrando a gravilha e a vegetação morta que se encontrava no chão.
Assustada Samanta deu um passo para trás, olhando em volta. Seguindo o exemplo do irmão Alexa pegou num bocado de parede que tinha caído e com um murro partiu-o em bocados.
- Sei que estás assustada e confusa, mas nós não te queremos fazer mal. – explicou o Rui assim que sentiu os sentimentos da rapariga.
- Muito bem. – disse a Samanta depois de organizar as ideias. – Não sei porque estamos aqui, mas parece ser urgente. Depois explicam-me como fizerem tudo isso. Vamos lá resolver o vosso problema.
- Tu não vens connosco! É muito perigoso! – disse o Rui.
- Tem noção que nada disto faz sentido, por isso não me peças para seguir a lógica… Eu vou com vocês…
Olharam uns para os outros, mas não podiam ficar a discutir eternamente sobre os riscos que Samanta ia correr, por isso fizeram só um breve resumo dos acontecimentos, e quando no final eles terminaram e pensavam que a rapariga ia desistir, ela apenas deu um passo em frente e disse.
- Não tenho superpoderes, mas tenho outras competências que vos podem ser úteis. Eu vou, e não há mais discussão!

Aos poucos Isabel começava a ver ligeiramente melhor, apesar de os contornos das coisas ainda não estarem completamente definidos, já era mais fácil distinguir as formas e as cores. Caminhava por um corredor de um prédio aparentemente abandonado. Ao que parece apenas a sala onde ela tinha estado era a única mais ou menos limpa e arrumada. Eveline tinha-se dado a um grande trabalho para arranjar tudo aquilo só para a manter em cativeiro, mas estava visto que a Eveline também estava ficar louca.
- Não se devem contrariar os malucos. – pensou alto a Isabel percorrendo o corredor. Ouviu o barulho de uma porta a abrir mesmo a tempo de se esconder dentro de uma das salas do corredor.
Ouviu a voz de Eveline pelo corredor, e rezou para que ela não fosse ao seu quarto, se assim fosse não se conseguiria esconder por muito tempo.
Ficou imóvel encostada à parede até deixar de ouvir os passos de Eveline e só então espreitou. Nem sinais da outra rapariga, então Isabel correu até à porta por onde a outra rapariga tinha saído.
- Isabel! – exclamou a Rafaela assim que viu a irmã. – Estava com receio de não dado o nó com força suficiente.
Isabel percebeu que a irmã estava algemada a um tubo pregado na parede.
- E não deste, ainda não consigo ver direito mas pelo menos já consigo andar e usar os meus poderes. – disse a rapariga mais nova olhando em volta em busca das chaves. – Onde estão as chaves?
- Na gaveta da secretária! – explicou a Rafaela. – Tens que ter cuidado com a Eveline não sabemos o que ela pode fazer.
- Eu sei, por isso é que tenciono sair daqui sem ter que lidar com ela.
Ouviram novamente passos ao longe, Isabel soltou a irmã mesmo a tempo de se esconderem.
- As nossas visitas chegaram! – exclamou a recém-chegada sorrindo, contudo a sua expressão mudou assim que viu que a Rafaela não estava na sala. Bufou e saiu a correr da sala.
Rafaela reparava-se para sair de trás da porta quando Isabel lhe fez o gesto para que estivesse quieta e em silêncio.
-Qual era o primeiro dom da Eve? – segredou a Isabel ao ouvido da irmã.
- Regeneração.
Isabel ficou frustrada. Se a Eveline tinha a capacidade de regenerar então ia ser impossível, fazê-la parar.     
- Ela disse que tinha absorvido 7 poderes, sabemos que três deles, são manipular o fumo, aderência para subir paredes, e manipular sombras… - Isabel pensava alto – Ainda existem 4 poderes que não fazemos ideia do que podem ser e podem ser qualquer coisa.
- Ela disse qualquer coisa sobre transformar a rapariga que estava fechada contigo… - lembrou a Rafaela.
- OK, ela pode ter o dom de transformar as pessoas. Mesmo assim ficam a faltar três dons e as hipóteses são imensas...
Rafaela saiu do esconderijo e espreitou pela porta, o corredor estava livre, então correram para sair daquela sala e se esconderem noutra. Eveline não ia demorar muito a perceber que também Isabel tinha desaparecido."

 

Se ainda não tiveste a oportunidade de ler...   

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27 comentários:

  1. è muita leitura
    prós meus olhitos aflitos Teresa ´. ~ ` )

    Bom fim de Semana, bela tarde, beijinhos.

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  2. Como é sempre bom acompanhar mais um desse capitulo,
    Adorei bastante.
    Um bom fim de semana
    Beijinhos
    Novo post
    Tem Post Novos Diariamente

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  3. Gostei muito :)

    Beijinhos e bom fim de semana

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  4. Tomara que Isabel e a irmã consigam
    sair deste local e fique tudo bem!

    Beijos nas bochechas!
    😘

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  5. Olá, Teresa,

    O teu texto é interessante e instigante. Por isso mesmo eu acho que deves continuar a escrever e... quem sabe? Pensar em publicar as tuas estórias em livros.

    Beijo e bom fim de semana

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  6. Mais um capítulo que gostei de ler. Elogio a estrutura mental para escrever tanto mas tanto assim.
    .
    Um Sábado feliz … Cumprimentos poéticos
    .
    Pensamentos e Devaneios Poéticos
    .

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  7. Uma história 'light', que se fosse editada teria mercado, de certeza
    :-)

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  8. Olá!
    Estou curtindo muito acompanhar e espero que as irmãs arrumem uma maneira de derrotar os poderes de regeneração.
    Beijos.




    https://www.parafraseandocomvanessa.com.br/

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  9. Mais um capítulo deste interessante romance aqui nos deixas.
    Parabéns, pela partilha!

    Beijinhos, e Bom fim de semana.

    Beijinhos!

    Mário Margaride

    http://poesiaaquiesta.blogspot.com

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  10. Thanks for sharing Teresa! :)
    Have a nice day. 💗

    🌸 Kiara Era BLOG 🌸

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  11. Cheguei por agora e já gostei desse enredo!

    juliamodelodemodelo.blogspot.com

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  12. Passei para te desejar uma excelente semana :)

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