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sexta-feira, 1 de abril de 2022

# Capítulo # Linha Desfalecida

Linha Desfalecida - 29º Capítulo

Os meus dias de férias foram bem aproveitados para me dedicar a escrever mais alguns capítulos de "Linha Desfalecida", que está mesmo quase no final. Por isso não deixes de comentar com o teu feedback sobre a história.

"Isabel sabia que assim que dessem pela sua falta, os seus amigos iriam à sua procura, e acabariam por cair numa armadilha. Não sabia quais os poderes que a Eveline teria absorvido, e como tal não conseguira pensar em nenhuma maneira de a deter. Ao seu lado sentada numa cadeira com os olhos inchados de chorar Viviana parecia tudo menos útil, e o facto de ela não ser a sua maior admiradora naquele momento não favorecia em nada a situação. Depois havia ainda a questão do estranho soro que lhe estava a ser injetado e a impedia de ver direito e de se mexer, bem como organizar ideias, ou usar os seus poderes. Tinha que haver uma maneira de sair dali, mas naquele estado Isabel não conseguir perceber como.
Subitamente a porta abriu-se, Rafaela entrou a correr e debruçou-se sobre a irmã.
- O que é que estás aqui a fazer? – perguntou a Isabel.
- Como é que estás Isa? – questionou a irã mais velha enquanto lhe acariciava o cabelo.
- Este soro… - começou a Isabel percebendo um vulto por trás da irmã, pela cor do borrão de cores, ela concluiu ser a Eveline.
- Shu! – disse a irmão de Isabel que depois a abraçou e aproveitando o gesto de ternura segredou. – Vamos sair daqui e tu vai descobrir como!
Isabel tentou não fitar confusa e por isso disparou contra a Eveline.
- Como é que nos podes fazer isto? Deixa-me ir!
- Um pouco de paciência Isabel… Preciso que os teus amigos encontrem a mensagem que deixei para eles em tua casa, e quando eles te vierem buscar, então poderei de vos libertar.    
- Como é que eu sei que não me vais matar ou matar a Rafaela?
- Não sabes, e sinceramente para já isso não está nos meus planos, mas sabes que eu mudo de ideias com facilidade!
- Quantas pessoas já mataste? – perguntou a Rafaela tirando os olhos da irmã e fitando a outra mulher.
- Por incrível que pareça, nenhuma! – respondeu a Eveline orgulhosa. – Tecnicamente só tenho que estar em contacto com a pessoa quando o seu corpo der o seu último respiro, e voilá os seus dons são meus!
- Por isso é que te voluntariaste para trabalhar num hospital e nos médicos sem fronteiras! – exclamou a Rafaela revoltada, a possibilidade de ela ter absorvido uma quantidade absurda de dons era surreal e isso tornava-a uma bomba relógio prestes a explodir. Isabel não teria como entrar na sua mente sem correr riscos maiores…    
- Ou seja, basicamente decidiste tornar-te agora uma assassina?
- Sabes o tempo que demora a encontrar uma pessoa como nós? Sabes o tempo que demora esperar que uma delas morra à tua frente? Muitos anos! – explicou a Eveline sentando-se na cadeira ao lado de Viviana que de repente pareceu ficar ainda mais tensa e nervosa. – Em 6 anos só consegui absorver 7 poderes, e acredites ou não e cada um mais patético que o anterior. Quer dizer quem é que precisa de subir paredes com aderência, criar fumo, ou controlar as sombras? Super aborrecidos… E eu quero fazer mais… Com os poderes do teu namorado, da irmã dele, e do amigo deles, eu posso evitar guerras, posso salvar muitas pessoas, e mudar o mundo…
- Assassinos não mudam o mundo. – cuspiu a Rafaela.
- Bem tens razão, os assassinos também são habitualmente sociopatas, por isso acho que está na hora da visita familiar terminar!
- Vais ficar bem… - disse a Rafaela beijando a irmã e afastando-se seguida de Eveline que fechou a portar depois de sair.
Assim que a porta se fechou Isabel olhou em volta, não conseguia distinguir muita coisa com a visão desfocada, mas pareceu-lhe ver uma espécie de nós no tubo do intravenoso que estava ao lado do seu braço, se fosse verdade e a Rafaela tivesse conseguido esse milagre, só teria que esperar que o efeito da droga passasse para se conseguir libertar.

Com a porta das traseiras aberta não foi difícil para a Alexa entrar em casa, inicialmente pensara que alguém podia estar em casa, mas à medida que percorria cada uma das divisões percebia que a mesma estava vazia. Correu até ao piso de cima, entrou em cada um dos quartos, e não encontrou nada nem ninguém. Pegou no telemóvel e ligou ao irmão, que atendeu de imediato.
- Não está ninguém… - disse ela tensa.
- Estamos a caminho! – respondeu o irmão. Alexa percebeu que o Rui já estava com o irmão e neste momento deviam de estar os dois a atravessar o jardim.
- Mas também não há sinais de luta… Quer dizer está tudo como deveria estar… - dizia ela ao telefone, ouviu passos nas escadas.
- Alexa??? – gritou o Rui.
- Cá em cima! – gritou ela enquanto desligava o telemóvel e o guardava no bolso. Olhou em volta, não tinha a certeza se aquele seria o quarto de Isabel ou da irmã dela.
- Alguma coisa? – perguntou o Hugo entrando no quarto.
- Que eu veja não… O Marcelo?
- A caminho… - respondeu o Rui abrindo os armários. – Vê se tem alguma coisa na secretária…
Alexa começou a remexer os papeis e percebeu que nenhum daqueles papeis poderia ser da namorada do irmão, nenhum dos cadernos continha a matéria que elas estavam a aprender nas aulas.
- Estamos no quarto errado! – exclamou ela saindo a correr para o outro quarto seguida dos dois rapazes.
Assim que entrou no outro quarto que não era o de casal, correu para a secretária e abriu os cadernos e os livros, ficou aliviada ao ver que eram iguais aos dela, mas continuavam sem pistas, que os ajudassem a perceber o que se estava a passar.
- Pessoal, sei que ninguém quer pensar nesta hipótese e se a Isabel estiver a trabalhar com a pessoa que nos anda a seguir? – questionou a Alexa.
- Merda Alexa! – gritou o Hugo. – Ela não fazia isso!
- Da mesma maneira que a Viviana era de confiança? – atirou a Alexa fitando o irmão. – Desculpa Hugo, mas a tua capacidade de avaliar pessoas, principalmente as tuas namoradas deixa muito a desejar!
- Calem-se os dois! – gritou o Marcelo na porta do quarto. O silêncio que se seguiu era petrificante.
- Eu acredito na Isabel, não porque o Hugo acredita, mas porque sinto o que ela sente e sei que ela estava com medo tanto como nós! – explicou o Rui por fim. Alexa afastou-se, era óbvio que não iam encontrar nenhuma pista, e era óbvio que Isabel tinha sido raptada.
- Temos que fazer alguma coisa… - disse o Hugo olhando em volta. – Onde está a irmã dela? A Isabel disse que a irmã estava em casa à espera dela…
- Pode ter saído… - respondeu o Marcelo.
- Então temos que nos despachar antes que ela chegue. Não sei como lhe íamos explicar que invadimos a casa e que a irmã desapareceu… - respondeu o Rui seguindo a Alexa.
- Ela não desconfiou de nada… Não houve luta… está tudo arrumado… Ela conhecia a pessoa… - Alexa percorria o corredor do piso de baixo enquanto pensava alto. – O que é que faço quando chego a casa?
- Pousas as coisas… Ela teve que pousar os sacos do acampamento… - disse o Hugo do cimo das escadas. – Onde estão as coisas? Ela entrou com elas, eu vi-a entrar e fechar a porta e tinha o saco cama e a mochila com as coisas…
- A mochila não está no quarto! – reparou o Marcelo.
- Ela arrumou as coisas… - disse a Alexa correndo para uma das portas do corredor, que tal como ela desconfiava dava acesso à garagem. Os quatro desceram as escadas a correr e lá encontraram o material de acampamento espalhado pelo chão e ao lado dele o telemóvel de Isabel.
Rui aproximou-se e pegou no telemóvel, por baixo dele estava um papel, que ele leu alto:
- Tenho a tua namorada, se a quiseres ver de novo trás a tua irmã e o teu amigo. – leu o Rui – Tem uma morada.    
Hugo arrancou o papel da mão do amigo e leu-o atentamente.
- Isto é uma armadilha… - disse o Rui calmamente. – Acho que devíamos ter um plano.
Trocaram olhares entre si. Sabiam que era uma armadilha, mas não tinham tempo nem conhecimento suficiente para elaborarem um plano.
- Não vos posso obrigar a vir comigo, mas eu vou até lá. – afirmou o Hugo – Não posso deixar que façam mal à Isabel.
- Eu vou contigo! – disse a Alexa colocando-se ao lado do irmão.
- Eu também. – disse o Rui.
- Creio que quando a pessoa diz para ele levar um amigo se esteja a referir a mim… - disse o Marcelo dando um passo em frente. – Rui vai para casa, não precisas de te colar em perigo.
- Não vou esperar em casa! Além disso ela pediu um amigo, aparecer com dois, pode ser um bom fator surpresa!"

 

Se ainda não tiveste a oportunidade de ler...   

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42 comentários:

  1. Bom fim de Semana
    bela tarde de Sol que alegra Teresa.
    Beijinhos ´. ~`)

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  2. very interesting, great job!
    XO
    S
    https://s-fashion-avenue.blogspot.com

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  3. Tão bom ler mais um capitulo, essa história cada vez está mais interessante
    Beijinhos
    Novo post
    Tem Post Novos Diariamente

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  4. Olá!
    Eu amei acompanhar cada capítulo. Pena que esta quase no final mas quem sabe tenha um segundo volume.


    Esse mês de abril estou participando pela primeira vez do BEDA, se quiser acompanhar terá posts todos os dias no mês de abril. E ficarei muito feliz.
    Beijos.

    http://www.parafraseandocomvanessa.com.br/?m=1

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    Respostas
    1. Confesso que tenho muitas ideias, mas não pensei ainda num segundo volume...

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  5. Ótimo capítulo. Tenha um bom fim dd semana.

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  6. Hum... tomara que tudo acabe bem pra Isabel e companhia!
    Esta estória terá um final feliz?

    Beijos! 😘

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  7. Thank you for sharing more of your writing :)

    Hope you're having a good weekend :)

    Away From The Blue

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  8. Estou atrasada com a história.
    Bom fim-de-semana
    Beijinho

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  9. Deixaa no ar a interrogação. O que é ótimo
    😊

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  10. Respostas
    1. Confesso que não está nos meus planos, comecei mesmo a (re)escrever a história pelo gozo e prazer, não faço intenções de editar

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  11. Thanks for sharing Teresa! :)
    Have a nice day/night. ��

    �� Kiara Era BLOG ��

    Kisses,
    Kiara Era

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  12. Não tenho acompanhado esta história peço desculpa.
    Abraço, saúde e boa semana

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  13. At least they know it's a trap. And she has Rafaela with her who I like :)

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  14. Mais um capítulo deste interessante romance aqui partilhas.
    Vamos esperar, pelo desenrolar desta interessante história.

    Votos de uma excelente semana!

    Mário Margaride

    http://poesiaaquiesta.blogspot.com

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