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quinta-feira, 14 de outubro de 2021

# curiosidades # Halloween

5 lendas portuguesas - ESPECIAL HALLOWEEN

Quando falamos de mitos e lendas urbanas, temos sempre tendência para pensar em contos exportados de outros países, ricos em misticismo e terror, contudo, Portugal, tem também um vasto folclore de mitos e lendas urbanas que podiam muito bem inspirar alguns filmes de terror.

1. Lenda da lagoa do negro
Como é que a lagoa do negro na ilha Terceira apareceu? Eis a lenda que conta como tudo se sucedeu...
Segundo a lenda há séculos, existia uma família nobre na ilha e como era tradição na altura, esta família possuía vários negros como escravos. A única filha do casal, tal como era normal na época, aceitou um casamento imposto, contudo, acabou por se apaixonar por um escravo que segundo a lenda também a amava.
Claro que como qualquer lenda, o pai da jovem acabou por descobrir a paixão dos dois jovens e mandou prender o escravo. Este ao ouvir os cães de caça e os cavalos ao longe, percebeu o que a sorte lhe reservava e por isso colocou-se em fuga.
O jovem escravo correu até não conseguir aguentar mais, e segundo a lenda, ele chorou tanto e com tanta tristeza que as suas lágrimas fizeram nascer uma lagoa mesmo à sua frente.
Com o som dos cães e cavalos cada vez mais próximos, e encurralado, o escravo atirou-se para a lagoa onde acabou por morrer afogado.

2. Lenda da Boca do Inferno
Diz a lenda que em Cascais existiu um castelo supostamente habitado por um bruxo. Este bruxo terá escolhido a mais bela donzela da zona para ser casar, contudo a beleza da jovem era tanta que ele acabou por decidir prende-la e esconde-la só para si.
A jovem donzela acabou confinada numa torre solitária, a sua única companhia era apenas uma cavaleiro destacado para a guardar, contudo o astuto bruxo fez tudo para que eles nunca se vissem.
Os anos passaram, e os dois jovens acabaram por fazer companhia um ao outro, até que o cavaleiro decidiu subir à torre para ver a sua amiga.
Segundo a lenda, quando o cavaleiro abriu a porta ficou encantando com a beleza da jovem donzela e logo se apaixonaram, decidindo assim fugir.
Claro que o bruxo tinha enfeitiçado a jovem e por isso soube de imediato da fuga dos dois apaixonados, ficando por isso de tal forma sedento de vingança que invocou uma tempestade fortíssima que atingiu os rochedos por onde os amantes fugiam. Estes rochedos abriram-se como uma boca engolindo a donzela e o cavaleiro. Este buraco nunca mais fechou, e começou a ser chamado de Boca do Inferno por causa do triste final do casal.

3. Lenda da Moura da Ponte de Chaves
Em Chaves, reza a lenda que no século XII, uma jovem moura teria ficado noiva do primo Abed, e apesar de ter aceitado o noivado não amava o futuro marido.
Quando anos mais tarde os cristãos voltaram a conquistar Chaves, a jovem moura acabou feita refém por um guerreiro cristão, e claro, ambos acabaram por se apaixonar enquanto o seu prometido e a sua família fugiam para longe de Chaves.
Abed, que sempre soube do caso da sua prometida com o guerreiro cristão, decidiu regressar a Chaves vestido de mendigo para se vingar, esperando-a na ponte. Quando a viu pediu-lhe uma esmola, assim que ela lhe ia esticar a mão os seus olhares cruzaram-se e então o jovem rejeitado rogou-lhe uma praga: "Para sempre ficarás encantada sob o terceiro arco desta ponte. Só o amor de um cavaleiro cristão, não aquele que te levou, poderá salvar-te."
Como por magia a jovem desapareceu, deixando apenas presentes algumas jovens como testemunhas do que tinha acontecido.
O jovem cristão procurou a sua amada por toda a cidade e nunca a encontrou, acabando por morrer de tristeza e saudade. A moura encantada nunca mais foi vista, mas anos mais tarde, segundo o que o povo diz, numa noite de S. João, passava um cavaleiro cristão pela ponte quando ouviu murmúrios e pedidos de socorro. Então, uma voz de mulher pediu-lhe para descer ao terceiro arco da ponte e dar-lhe um beijo, porém o jovem cavaleiro, com medo fugiu.
Agora, nas noites de S. João, é possível ouvir os lamentos da moura encantada.

4. Lenda da Senhora que passou
Na freguesia Paçô, no distrito de Braga existe uma lenda baseada numa história de amor impossível.
Conta a lenda que certo dia, pai e filha caminhavam pela estrada quando resolveram fazer uma pausa para descansar, Joana, a jovem, decidiu descer ao riacho para beber água mas ai ficou muito surpreendida ao ver que o riacho lhe falava com o voz de um homem, assustada, ouviu a voz dizer-lhe que pelo amor que lhe tinha se transformaria num rio para a seguir. O riacho com voz de homem pediu à jovem Joana que lhe beijasse as águas e dissesse baixinho “Amor”, para selar a promessa.
A jovem assim fez, regressando depois para junto do pai para que continuassem a viagem.
Nessa noite, enquanto o pai dormia, Joana, fugiu para junto para ver se o riacho a tinha seguido como prometido, assim que desceu até ao riacho deparou-se com um rio.
Surpreendida, a jovem Joana pediu ao rio que se mostrasse na forma de homem, pedido esse a que o rio acedeu. No entanto, no momento em que o rio se transformava em um homem, o pai de Joana apareceu e levou a filha para longe do homem.
Segundo a lenda, no dia seguinte o povo conseguia ouvir os lamentos com a voz de um homem vindos do rio que diziam "A senhora passou por aqui? Passou? Passou?".

5. Lenda da Costureirinha
No início do século XX havia no baixo Alentejo uma costureira que trabalhava muito (incluindo ao domingo), por isso, e por não respeitar o dia sagrado da religião católica, Deus castigou-a fazendo-a vaguear pelo mundo dos vivos depois da sua morte.
Existe ainda uma outra versão desta lenda que diz que a costureira tinha feito uma promessa a S. Francisco, contudo, ela acabou por falecer sem nunca cumprir a dita promessa. Desta forma, teria que se redimir passando por um período de errância antes de subir aos céus. Não se sabem os motivos, mas segundo a lenda a costureira vagueia pelo mundo dos vivos. Alguns relatos indicam que no silêncio da noite, é ainda possível ouvir-se a costureira a coser, a máquina da costura a trabalhar, a tesoura a cortar, ou até mesmo o dedal a cair.

E tu, conhecias estas lendas urbanas? Tens alguma lenda que queiras partilhar?

 

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35 comentários:

  1. Cinco belas lendas.
    Obrigado pela partilha.
    Continuação de boa semana, querida amiga Teresa Isabel.
    Beijo.

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  2. Zukundungas e lendas do nosso imaginário
    fazem da noite e dos dias
    momentos sem horário '.*``````````

    Boa e bela tarde com alegria, beijinhos.

    (PS- aparece a notificação de um comentário teu, mas só isso, no Youtube.)

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  3. Obrigada por partilhares connosco!
    Passei para desejar uma semana feliz!
    Beijinhos,
    Espero por ti em:
    strawberrycandymoreira.blogspot.pt
    http://www.facebook.com/omeurefugioculinario
    https://www.instagram.com/marysolianimoreira

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  4. Lendas são lendas mas ... têm sempre, dizem os entendidos, algo de verdade,.
    .
    Saudações cordiais.
    .
    Pensamentos e Devaneios Poéticos
    .

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  5. Não conhecia nenhuma delas! Obrigada pela partilha! :)
    beijinhos

    www.amarcadamarta.pt

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  6. Confesso que não as conhecia. Obrigada pela partilha!

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  7. O que te posso dizer que nem todas que falou ainda conhecia, mas sim adorei saber um pouco mais
    Beijinhos
    Novo post
    Tem post novos todos os dias

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  8. Wow legends are great! Thanks for the information.

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  9. Belas lendas, tristes e assustadoras. Especialmente a primeira, imagina que crueldade morrer afogado nas próprias lágrimas. :(

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  10. Boa noite Teresa. No Brasil também temos muitas lendas. Aprendi algumas novas com você, obrigado pela publicação.

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    Respostas
    1. Conheço algumas lendas brasileiras e algumas são bem interessantes!

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  11. Eu já estava com saudades tua, Teresa.
    Muitas.
    Beijos e beijos.

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  12. Geniales leyendas me gustaron las dos ultimas aunque todas están genial

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  13. I love myths and legends, nice to learn of some from Portugal!

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  14. Nossa, eu nao conhecia nenhuma. Como pode? Adorei.

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  15. Adoro lendas :) Gostei muito da primeira <3

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  16. Não conhecia.
    A minha zona também é muito rica em lendas, muitas relacionadas com o rei D. Dinis e sua mulher, D. Isabel que aqui viveram.
    Bom fim-de-semana
    Beijo

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